domingo, 28 de fevereiro de 2010

Breves Notas Sobre o Voar



I

& o pedaço
azul cerúleo se deu
à partir de que, olhando para cima,
saltei.
Acreditando, eliminando a gravidade,
flutuei.
Pisei no ar como se fosse sorte,
abri os braços como se fosse dia,
subi pro céu como quem tudo fia,
dormi na noite como se fosse morte;
e não quis descer nunca,
nunca mais.

(04 de maio de 2008, ás 21:56).
II

A certeza de desmanche não as impediu de voar.
E foram sumir céu adentro,
bolhas de sabão.

(06 de maio de 2008, ás 15:25).
III

_O que encontramos sobre as nossas cabeças? – com ar de quem tudo sabia. –Ora! Os aviões.
E não recordou chapéus,
e passarinhos,
e nuvens,
e a mim.

(08 de maio de 2008, às 18:05).

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